Microsoft quer Windows XP no `laptop de US$ 100´

Executivo disse que companhia está investindo ‘dinheiro considerável’ no projeto.
Laptops XO, avaliados em US$ 188, foram desenvolvidos para rodar Linux.

A Microsoft obteve progressos para tornar seu sistema operacional Windows XP compatível com um laptop educacional de baixo custo destinado a crianças pobres, que no momento roda o rival Linux, declarou um executivo da companhia. O laptop XO, estimado atualmente em US$ 188, foi desenvolvido pela One Laptop per Child Foundation.

Estamos investindo dinheiro considerável no projeto“, disse Will Poole, vice-presidente da Microsoft. “Mas resta um trabalho considerável por fazer para que terminemos nossos processos de análise e testes“, afirmou ele. “Não temos garantias com relação aos resultados finais.”

Os laptops foram projetados especificamente para funcionar com programas Linux. Caso eles só usem software Linux, a Microsoft perderá a oportunidade de expor dezenas de milhões de crianças em todo o mundo ao seu sistema Windows.

O laptop usa algumas tecnologias desenvolvidas pela fundação que não foram usadas anteriormente em computadores pessoais, disse Poole. “Ainda temos muito trabalho para determinar se o poder de processamento, energia e memória muito restritos da primeira geração dos laptops XO serão compatíveis com o Windows e aplicativos populares do Windows “, acrescentou o executivo.

Se a fundação conseguir cumprir sua meta de produzir milhões de laptops para estudantes de todo o mundo, e todos estiverem equipados com programas Linux, as crianças terminariam se sentindo mais confortáveis com esse software do que com o Windows, disse Wayan Vota, que publica um blog sobre o projeto. “As pessoas compreenderão que existe uma alternativa ao Windows, e talvez venham a preferi-la no futuro”, afirmou Vota.

Projetos
A fundação One Laptop per Child planeja começar a produzir os laptops de US$ 188 na China, no mês que vem, e no futuro elevar essa produção a milhões de unidades anuais, para atender a crianças que estejam matriculadas no ensino básico dos países em desenvolvimento na Ásia, África e América Latina.

A fundação também vai vender as máquinas nos Estados Unidos e Canadá, em uma campanha de arrecadação de fundos. Por US$ 400, o programa Give 1 Get 1 fornece aos compradores um laptop para uso próprio e outro para crianças em países pobres.

Originalmente chamado de laptop de 100 dólares, que é a meta de preço da fundação para a máquina, o XO tem um sistema manual de carregamento da bateria, uma câmera digital e conectividade sem fio. O computador precisa de apenas de 2 watts de energia para funcionar ante 30 a 40 watts de um laptop comum. Ele não tem disco rígido: o armazenamento de dados é feito via memória flash e portas USB, que podem receber dispositivos de armazenamento de dados.

A projetista do aparelho, Mary Lou Jepsen, disse esperar que o preço do equipamento caia no primeiro trimestre do próximo ano, uma vez que os preços de memórias tendem a cair de modo acentuado nesse período.

Operadora de celular Claro é condenada a indenizar 21 mil clientes

Comissão da Alerj ganhou causa contra Claro, que bloqueou telefones em 2006.
Empresa pretende recorrer e argumenta que mudança de sistema era necessária.

A operadora de telefonia celular Claro deverá pagar indenização a 21 mil clientes que tiveram seus celulares bloqueados no ano de 2006, conforme decisão em primeira instância da juíza Fernanda Galliza do Amaral, da 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, anunciada no dia 26 de setembro. A ação contra a Claro foi movida pela Comissão de Defesa do Consumidor da Assembléia Legislativa (Alerj).

A empresa pretende recorrer, mas, se a decisão for confirmada, terá que pagar aos clientes valor ainda não fixado por danos morais e materiais decorrentes da interrupção do serviço de telefonia móvel em setembro de 2006, quando houve a troca da tecnologia TDMA por GSM.

Segundo a presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Alerj, deputada Cidinha Campos (PDT), na época, os clientes se viram impedidos de fazer ligações e foram forçados a trocar de tecnologia.

A real intenção da Claro foi forçar seus clientes a trocarem de tecnologia TDMA por GSM. A migração seria sem custos apenas se nas lojas houvesse aparelhos similares ao do cliente, o que quase nunca aconteceu. Tinham que pagar a diferença por um celular compatível com o GSM”, afirmou Cidinha Campos.

Usuário precisava digitar código de segurança
De acordo com a ação da comissão da Alerj, em setembro de 2006, a Claro obrigou seus clientes a digitar um código de segurança, enviado por carta, para poder efetuar ligações no sistema TDMA, sendo necessário revalidá-lo a cada oito horas. Após comunicar o bloqueio das linhas e fornecer o tal código, a operadora teria sugerido a troca da linha TDMA pela GSM.

A parlamentar considerou arbitrária também a decisão da operadora de vincular a mudança de aparelho a um novo contrato de 15 meses.

Quando o cliente já tem acesso a um certo serviço e uma mudança técnica é necessária, não faz sentido que o consumidor seja obrigado a assinar um novo contrato ou adotar novo plano. Isso é absurdo. O Código de Defesa do Consumidor prevê que a migração de tecnologia por questões de segurança seja feita sem ônus aos consumidores”, explicou a deputada.

Além da indenização, a comissão reivindicou na ação pública a proibição de a Claro realizar novos bloqueios de linhas e a suspensão de ofertas que visem à troca de tecnologia e gerem custos adicionais aos clientes, vinculando-os a contratos de longo prazo.

TDMA seria sistema vulnerável
A assessoria da Claro informou que o sistema TDMA é muito sujeito a fraudes, como a clonagem. O bloqueio dos aparelhos e a posterior migração para o sistema GSM teriam sido uma medida de segurança. O uso do código que precisava ser revalidado a cada oito horas seria uma medida necessária para tornar o sistema TDMA menos vulnerável.

A Claro esclareceu que, na época, os clientes TDMA foram avisados previamente por carta sobre a necessidade do bloqueio. Eles teriam recebido ofertas de celulares GSM por R$ 1 e não existiria a necessidade de assinatura de novo contrato, nem de migração para algum plano.

Ericsson abre 38 vagas na área de tecnologia da informação

Vagas são para arquiteto de soluções, gerente de projetos e analista de soluções.
Candidatos devem ter experiência nas áreas a partir de dois anos, dependendo do cargo.

A Ericsson abriu processo de seleção para preencher 38 vagas relacionadas à tecnologia da informação (TI). Os profissionais trabalharão no segmento de multimídia e serviços da empresa. Os salários não foram informados.

A empresa está oferecendo 10 vagas para arquiteto de soluções, que requer experiência superior a cinco anos em arquitetura de soluções para telecomunicações ou tecnologia da informação. Irá atuar na área de serviços de integração de sistemas com o desenvolvimento e implementação de soluções para apoiar a elaboração de propostas técnicas.

Também há 10 vagas para gerentes de projetos, que exigem mais de três anos de experiência em gerenciamento de projetos de telecom e TI. Deverão ter liderança e habilidade em negociações, consultoria e apresentações. É desejável certificação do PMI (ou equivalente) e conhecimento das tecnologias GSM e UMTS. A atuação estará voltada para projetos de integração de sistemas, incluindo implementações de hardwares e softwares, bem como gerenciamento de equipes multifuncionais.

Ainda há 18 vagas para analista integrador de soluções em TI e telecomunicações, que requer experiência superior a dois anos em empresas fornecedoras de serviços da área de telecomunicações ou tecnologia da informação, bem como conhecimento de Unix-script Shell e outros scripts, linguagens de programação JAVA e/ou C++ e banco de dados Oracle.

Entre as atribuições está a de elaborar especificações técnicas de soluções, desenho de planos de migração de sistemas/dados e execução.

Os profissionais interessados poderão candidatar-se no site da Ericsson até dezembro. Após uma seleção prévia, os candidatos serão chamados para participar dos primeiros testes.

Arquivos .pdf são usados em ataques a PCs

Arquivos .pdf são usados em ataques a PCs

E-mails que contêm arquivos.pdf infectados estão ameaçando computadores desde sexta-feira, informou no sábado a empresa finlandesa de segurança F-Secure.

“Os e-mails enviados parecem comunicados de cartões de crédito e continham um anexo chamado ‘report.pdf”‘, afirmou Mikko Hypponen, chefe de pesquisa da empresa, em uma nota.

Quando esses arquivos são abertos, começam a baixar softwares de servidores na Malásia ou na Suécia.

Uma atualização de segurança para o Acrobat Reader, que abre arquivos.pdf, foi disponibilizada há alguns dias, mas muitos usuários não fizeram o download ou sequer sabem deste novo ataque.

Com informações da agência Reuters

Laptop de US$ 250 chega ao Brasil por R$ 1099

Laptop Eee Pc

Diferença é causada por ‘altos impostos de importação’, diz engenheiro da Asus.
Conhecido por Eee PC, computador pesa menos de um quilo e tem tela de sete polegadas.O “laptop popular” vendido pela Asus no mercado internacional por preços que vão de US$ 250 a US$ 425 chegará ao Brasil em dezembro por R$ 1099.

Trata-se do modelo Eee PC 4G Surf. Ele tem tela de 7 polegadas, 512 MB de memória RAM, processador Intel Celeron de 900 MHz, 4 GB de disco rígido e entradas para conexão wi-fi e Ethernet. O computador traz o sistema operacional Linux instalado, mas também é compatível com Windows.

Segundo Rodrigo Tamellini, engenheiro da Asus no Brasil, a diferença de preço em relação ao mercado internacional se deve à carga de impostos. “Infelizmente, o produto é classificado como notebook no processo de importação e, assim sendo, é submetido a um elevado imposto”.

O engenheiro diz que a Asus pretende trazer outros modelos do Eee PC, com mais espaço de armazenamento, por exemplo, em 2008. “Em uma primeira fase o produto será importado, em uma segunda fase estamos planejando a manufatura no Brasil”, explica.

O produto deve estar à venda em revendedores de informática e algumas redes varejistas, segundo a Asus.

Concorrência popular
O Eee PC foi desenvolvido por mais de 500 engenheiros em colaboração com o maior fabricante de chips do mundo, a Intel. As três letras “e” do nome estão ligadas ao conceito “easy to learn, easy to work, easy to play” (fácil de aprender, fácil de trabalhar, fácil de brincar, em português).

A Asus é o maior produtor mundial de placas-mãe e uma das dez primeiras produtoras de laptops do mundo. Dos 138 milhões de computadores pessoais fabricados no mundo, 56 milhões utilizam placas-mãe da empresa de Taiwan.

Seguindo a tendência de “inclusão digital”, com máquinas de interface simples, voltadas para uso escolar, outras duas marcas têm projetos semelhantes. O XO, da OLPC (Um Laptop por Criança), deve ser lançado por cerca de US$ 200. O Classmate, da Intel, custaria US$ 400, segundo previsões. O lançamento do XO e do Classmate não foi confirmado no Brasil