Profissões do futuro estão nas áreas de tecnologia, meio ambiente e saúde

Ao mesmo tempo em que o desemprego atinge 15% da população nas principais capitais brasileiras, surgem novos negócios e também novas profissões. Há cinco anos, por exemplo, nem existia a palavra “blogueiro”; hoje tem muita gente ganhando dinheiro com blogs na Internet – ou seja, surgiram novos profissionais.

“O tipo de tecnologia evoluiu junto com a forma de se comunicar, então a nova tecnologia realmente abre um novo mercado de trabalho – e, portanto, novas oportunidades de trabalho”, explica o economista Gilson Schwartz, diretor da Cidade do Conhecimento. Até mesmo o moderno ramo da tecnologia da informação (TI) já evoluiu para o termo TIC – Tecnologia da Informação e da Comunicação.

Dentro do grupo de novas profissões estão os coordenadores de projetos, gerentes de terceirização, programadores visuais multimídia, engenheiros de rede e administradores de comunidades virtuais.

Henrique Leitão, de Fortaleza, foi rápido para conseguir colocação na área de TIC. Ele desenvolve programas de segurança para proteger arquivos e dados de ataques de vírus. Só no Ceará, especialistas do setor prevêem a criação de mil novas vagas nesta área em 2008.

Henrique dá a dica para quem quer aproveitar essas oportunidades: “Você têm que conhecer os processos de cada empresa para poder desenvolver o software de acordo com os requisitos solicitados por ela”.

Trabalhar com meio ambiente também pode ser uma aposta promissora, ainda mais em regiões próximas de reservas naturais. Em Manaus, na Amazônia, a preocupação ambiental das empresas tem valorizado o trabalho de profissionais de diversas áreas que estão aptos a trabalhar com isso.

Numa fábrica de motocicletas da cidade, por exemplo, parte da água utilizada é reaproveitada na própria empresa. “O profissional com formação em meio ambiente hoje é mais valorizado do que antes. Na nossa empresa, aproveitamos diversas pessoas com experiência fabril que tiveram treinamento específico em gestão ambiental”, diz o diretor institucional da empresa, Paulo Takeuchi.

Segundo os especialistas, na área da saúde nós também vamos consumir e procurar serviços como nunca se viu na história da humanidade. E não é só o médico que terá mercado: “Muitas técnicos de nível médio vão poder atender a demanda por massagem, terapia, biodança – enfim, mil formas de a gente se cuidar melhor”, afirma Gilson Schwartz.

Confira as dicas para quem se formou num curso mais tradicional:

Atualize-se sempre, e faça cursos de especialização: como as tecnologias estão mudando rápido, o que você aprendeu há dois ou três anos pode estar diferente hoje.
Não fique preso apenas na sua área: leia, informe-se e estude sobre a maior quantidade de assuntos possível.
Não fique esperando que o mercado ofereça novas oportunidades que correspondam ao seu perfil: hoje, é o trabalhador que deve se adaptar com rapidez ao mercado de trabalho.

Fonte = Do G1, em São Paulo, com informações do Jornal Hoje

Brasil e Espanha assinam acordo de cooperação em tecnologia

Brasília - Em visita à Espanha, o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, assinou, junto com o ministro espanhol de Assuntos Exteriores e de Cooperação, Miguel Ángel Moratinos, um acordo de cooperação em ciência e tecnologia. O Plano de Ação em Ciência e Tecnologia entre o Brasil e a Espanha tem como áreas prioritárias biotecnologia, energias renováveis e biocombustíveis, nanotecnologia e nanomedicina e tecnologias da informação e da comunicação.

“Firmamos, os dois ministros, este programa de atuação em ciência e tecnologia, que é quiçá uma das áreas que os dois governos decidiram potencializar ao máximo, devido ao excelente desenvolvimento que a nossa relação bilateral em todos os campos está alcançando”, afirmou o ministro espanhol, em coletiva realizada após a reunião.

“Queremos nos unir, como fizemos no caso de Portugal, ao inaugurar o centro de nanotecnologia, a outros países, Argentina, Brasil, Portugal, para ir configurando uma forma de encarar o futuro”, complementou Moratinos.

O plano está inserido no contexto do Convênio Básico de Cooperação Técnica, Científica e Tecnológica, assinado em 1989. Ele permitirá que convênios específicos sejam celebrados diretamente entre instituições de pesquisas dos dois países.

Ana Luiza Zenker
Repórter da Agência Brasil

CTVP e APADANO realizam formatura de alunos no curso de Informática para Deficientes Auditivos

No dia 19 de janeiro, o CTVP (Centro de Treinamento e Valorização Profissional) Professor Doutor Atayde Gomes, da Prefeitura de Nova Odessa, foi palco para mais uma formatura diferente, porém muito especial, de 10 alunos do Curso de Informática Básica para Deficientes Auditivos.

O curso, realizado através da Apadano (Associação de Pais e Amigos de Deficientes Auditivos de Nova Odessa) em parceria com a Prefeitura, beneficiou também mais 11 alunos, acompanhantes dos deficientes auditivos.

“Na nossa entidade temos deficientes auditivos de todas as idades, e alguns deles já são maiores de idade e já estão em busca de uma vaga no mercado de trabalho, tendo em vista a importância da inclusão social e da capacitação profissional nos dias de hoje”, disse Daniel Carlos Tavares, presidente da entidade.

O curso teve duração de seis meses, com 48 horas/aulas, ministradas pelo instrutor voluntário Thiago Brígida Tavares, que ensinou os alunos a trabalhar com os programas Windows, Word, Excel e Power Point.

“Esta já é a segunda turma que formamos através desta parceria. Abraçamos a idéia da Apadano, cedendo à estrutura e os recursos do CTVP, buscando assim capacitar profissionalmente este grupo, e seus familiares. A Administração Municipal tem priorizado muito as questões educativas, e este curso vem de encontro com a nossa responsabilidade de preparar estes jovens para o mercado de trabalho”, comentou o coordenador de Educação, Assis das Neves Grillo.

A formatura contou com a presença de familiares dos formandos e de autoridades, entre eles o diretor do CTVP, Antonio Carlos Costa Lima, o presidente da Apadano, Daniel Carlos Tavares, e o vereador Sebastião Gomes dos Santos, o Tiãozinho do Klavin.

No próximo dia 23, inicia mais uma turma no curso de Informática Básica para Deficientes Auditivos, através da parceria, com 20 novos alunos, sendo 10 deficientes auditivos e 10 acompanhantes.

Fonte = Luciana de Luca Site = Prefeitura Municipal de Nova Odessa

Curso de Informática grátis para a Terceira Idade

Santo Antonio de Posse

Inscrições vão até 29, no Instituto Dú Olivério, para adultos com idade a partir dos 50 anos

O Conselho Municipal dos Direitos do Idoso (CMDI), em parceria com o Instituto ‘Dú Olivério’, oferecem Curso Gratuito de Informática para a Terceira Idade. As inscrições para o curso gratuito seguem até o dia 29 de fevereiro, para adultos com idade a partir de 50 anos.

O curso terá duração de sete meses, com aulas semanais, com duração de 2 horas cada aula, ensinando aos alunos todo conteúdo da informática básica, indo desde o Windows até a Internet. Os membros do CMDI comentam que esta é uma ótima oportunidade para quem se interessa em começar a aprender como usar um computador e que a ‘máquina’ não é um ‘bicho de sete cabeças’, podendo se tornar um instrumento bastante útil, divertido e funcional.

Os interessados poderão fazer sua inscrição no próprio Instituto ‘Dú Olivério’, que fica a Av. Posse de Ressaca, nº 135, de segunda a sexta-feira, das 8:00 às 12:00 horas e das 14:00 às 17:00 horas. Vagas limitadas.

Outras informações pelo (0xx19) 3896-1141

Fonte = O Portal Novidade

Faltam 2 mil a 3 mil peritos em tecnologias - Portugal

Em Portugal faltam entre 2 mil a 3 mil profissionais altamente qualificados na área das tecnologias de informação (TI). Esta escassez está a dificultar o desenvolvimento de empresas multinacionais que investiram em Portugal e que “esgotaram” os engenheiros e técnicos disponíveis no mercado. Estas são as conclusões de um estudo da Associação das Empresas de Tecnologias da Informação e Electrónica (ANETIE).

Rui de Melo, presidente da associação, afirmou ao DN que, “desde que se detecta uma falta de profissionais, o sistema demora três a quatro anos a reagir até se formarem pessoas”. Na área das tecnologias da informação não só há “pleno emprego”, como as escolas não conseguem dar resposta às solicitações do mercado de trabalho”.

As políticas de atracção de investimento estrangeiro trouxeram várias empresas para Portugal, que precisam de muitos técnicos e engenheiros. Ao recrutarem, por exemplo, 500 ou mais profissionais destas áreas, “secaram” o mercado, sustentou Rui de Melo. Segundo este responsável, as funções com mais procura (e menos oferta) são os engenheiros de software e programação.

“Nos quadros médios e superiores até existe uma guerra de talentos, ou seja, as pessoas acabam por ter os seus salários inflacionados por estarem constantemente a ser aliciados para mudar de local de trabalho.”

De acordo com o estudo da ANETIE, que resultou de um inquérito respondido por duas dezenas de empresas, as companhias têm de investir 9 a 12 meses para dar aos novos quadros preparação para a sua actividade, período que poderia ser reduzido para menos de metade se o ensino fosse mais adequado às necessidades das empresas. Rui de Melo defendeu uma maior aproximação das universidades às empresas. Neste sentido, a associação vai lançar o prémio Fórmula Profissionais TIC 2008, para distinguir as universidades que mais se destaquem na adopção de medidas para diminuir os défices de competências.

A ANETIE gostaria de discutir o plano curricular dos cursos superiores com as universidades, assim como participar nos estágios e na aproximação às empresas. O presidente da associação defende que o Ministério do Ensino Superior, as universidade, politécnicos, empresas e associações empresariais deviam trabalhar em conjunto na adaptação dos planos curriculares para permitir que os licenciados de Bolonha (que passam a ter três anos de ensino superior) estejam preparados para a inserção no mercado de trabalho.

No caso do ensino profissional, a associação empresarial propõe uma maior adequação às necessidades do mercado e também uma forte ligação às empresas. Rui de Melo destaca que os profissionais destas escolas não devem ser considerados “de segunda” e têm de ter qualidade, embora tenham mais formação prática.

Também a área comercial e de marketing, acrescentou o presidente da ANETIE, é deficitária em termos de profissionais competentes e “está também muito esquecida nas universidades”. |- C. A., com Lusa

Fonte = Diário de Notícias